Se você decidiu colocar seu imóvel à venda, a primeira coisa que precisa fazer é ter certeza de que o imóvel e os vendedores estejam completamente regulares.
Caso contrário, você vai empreender esforços para trazer o comprador e quando o negócio estiver fechado, a venda ficará embaçada pela falta de regularização.
Comece pelo Cartório de Registros.
Lá você deve solicitar uma certidão da matrícula para saber se está espelhando a realidade do imóvel no tocante à sucessão dos proprietários, se está no seu nome, se os dados estão atualizados sobre casamentos, separações ou viuvez, e nesse caso, o necessário inventário, pois tudo isso precisa ser averbado antes da venda, e conforme o caso, pode levar mais de 30 dias.
Em relação a Prefeitura Municipal, é muito importante que você tenha averbado na matrícula todas as reformas de aumento de área construída, assim como o CCO ( habite-se), quando for o caso. Estar quites com o IPTU e o condomínio (quando for o caso) também é indispensável.
Todo esse esforço é fundamental, pois grande parte das vendas de imóveis ocorre através da utilização de financiamento habitacional, e os Bancos são extremamente rigorosos em todos esses quesitos. A instituição financeira não aceita um patrimônio com problemas de quaisquer natureza.
Minha sugestão é que, ao solicitar os serviços de uma imobiliária, que seja muito transparente e que relate todos os detalhes que envolvem a regularização do imóvel e a vida jurídica dos vendedores, ou seja, se os vendedores estão sofrendo nenhum processo, principalmente trabalhista, que também possa inviabilizar essa venda.
Use sempre de transparência e sinceridade para que a imobiliária possa viabilizar a venda do seu imóvel da melhor forma possível e sem surpresas desagradáveis ou sustos que, depois de um negócio fechado, inviabilizem a sua concretização.





