Nem só de “B.O.s” ambientais vive o nosso Brasil.
Práticas de sustentabilidade vindas da indústria da moda estão chamando atenção do mundo, em especial a da marca de luxo, Chanel.
David Wertheimer, dono da marca, criou um Fundo de Investimentos que está de olho na extração da cana-de-açúcar brasileira com o fim de substituir outros materiais usados em sapatos, como o plástico e a borracha não orgânica.
Ninguém menos que Oskar Metsavaht, da Osklen, um pioneiro quando o assunto é moda sustentável, está colaborando na empreitada de escolher as marcas brasileiras com boas práticas ambientais para receber esse investimento tão bem vindo. Ele, que cunhou a expressão “as sustainable as possible” (sustentável quanto possível), tem uma larga experiência na utilização do algodão orgânico, “couro” de escama de peixe e tinturas naturais, tendo recebido reconhecimento internacional por seu trabalho.
Para Metsavaht, as marcas devem abraçar a causa sustentável sem perder de vista a viabilidade financeira do negócio.
Todo emprenho para fazer uma moda sustentável é digno de respeito, tendo em vista que o setor é um dos grandes esbanjadores de água (indústria têxtil) e poluidor marítimo com partículas de plástico. É preciso repensar o consumo rápido e descartável que hoje já não combina com uma consciência global de consumo consciente.
Enfim, ficam as palavras de David Wertheimer “O novo luxo é ser sustentável. Sustentabilidade é a chave para todas as marcas que virão no futuro.”






