D. Pedro II era um homem culto e muito interessado em tecnologia e modernidades.
Viajava o mundo todo, participava de feiras científicas, tinha amizade com escritores, físicos, inventores…sempre muito discreto, vestido de uma forma simples e fazendo questão de ser tratado como Pedro d’Alcântara, sem o título de imperador do Brasil.
Um exemplo de sua personalidade de vanguarda aconteceu quando foi à Exposição Universal, na Filadélfia. O evento foi realizado para exibir todas as novas tecnologias da época. Lá encontrou seu conhecido, Alexander Graham Bell. O inventor, que estava meio esquecido em um canto e explicou ao imperador que acabara de patentear um invento, o telefone, mas que não estava tendo atenção do público em meio à tantos outros inventos como a máquina de costura, a de escrever, do ketchup Heinz entre outras novidades.
Para dar uma mãozinha, D. Pedro propôs testar o parelho na hora. Afastou-se cerca de 100 metros, pôs o cone no ouvido e ouviu o amigo recitar Shakespeare do outro lado. Arregalou os olhos e gritou: “Meu Deus, isso fala!”.
Foi o que bastou para que dezenas de pessoas se juntassem ao redor, se acotovelando para conhecer o invento, segundo disse o próprio inventor.
Um ano depois, já havia os primeiros telefones da América Latina ligando a Quinta da Boa Vista à casa dos Ministros, Fato que se deu ao mesmo tempo em que foram instalados na Casa Branca. Em 1.880 já estava fundada a Brazilian Telephone Company.






